29 de Dez de 2009
The Utility of Morality.
There is a story about a schoolboy who was asked what he thought God was like. He replied that, as far as he could make out, God was "The sort of person who is always snooping round to see if anyone is enjoying himself and then trying to stop it." And I am afraid that is the sort of idea that the word Morality raises in a good many people's minds: something that interferes, something that stops you having a good time. In reality, moral rules are directions for running the human machine. Every moral rule is there to prevent a breakdown, or a strain, or a friction, in the running of that machine. That is why these rules at first seem to be constantly interfering with our natural inclinations. When you are being taught how to use any machine, the instructor keeps on saying, "No, don't do it like that," because, of course, there are all sorts of things that look all right and seem to you the natural way of treating the machine, but do not really work.

Some people prefer to talk about moral "ideals" rather than moral rules and about moral "idealism" rather than moral obedience. Now it is, of course, quite true that moral perfection is an "ideal" in the sense that we cannot achieve it. In that sense every kind of perfection is, for us humans, an ideal; we cannot succeed in being perfect car drivers or perfect tennis players or in drawing perfectly straight lines. But there is another sense in which it is very misleading to call moral perfection an ideal.

It is dangerous to think of oneself as a person "of high ideals" because one is trying to tell no lies at all (instead of only a few lies) or never to commit adultery (instead of committing it only seldom) or not to be a bully (instead of being only a moderate bully). It might lead you to become an idiot and to think you were rather a special person who deserved to be congratulated on his "idealism." In reality you might just as well expect to be congratulated because, whenever you do a calculation, you try to get it quite right.
Let's clarify one thing: perfect arithmetic is "an ideal"; you will certainly make some mistakes in some calculations. But there is nothing wrong about trying to be quite accurate at each step in each sum. It would be idiotic not to try; for every mistake is going to cause you trouble later on. In the same way every moral failure is going to cause trouble, probably to others and certainly to yourself. By talking about rules and obedience instead of "ideals" and "idealism" we help to remind ourselves of these facts.



Christianity asserts that every individual human being is going to live forever, and this must be either true or false. Now there are a good many things which would not be worth bothering about if I were going to live only seventy years, but which I had better bother about very seriously if I am going to live for ever. Perhaps my bad temper or my jealousy are gradually getting worse - so gradually that the increase in seventy years will not be very noticeable. But it might be absolute hell in a million years: in fact, if Christianity is true, Hell is the precisely correct technical term for what it would be. And immortality makes this other difference, which, by the by, has a connection with the difference between totalitarianism and democracy.

If individuals live only seventy years, then a state, or a nation, or a civilisation, which may last for a thousand years, is more important than an individual. But if Christianity is true, then the individual is not only more important but incomparably more important, for he is everlasting and the life of a state or a civilisation, compared with his, is only a moment. It seems, then, that if we are to think about morality, we must think of three departments: relations between man and man (moral socialism); things inside each man (moral individualism); and relations between man and the power that made the moral rules (faith).

We can all cooperate in the first one. Disagreements begin with the second and become serious with the third. It is in dealing with the third that the main differences between Christian and non Christian morality come out.
posted by Ruben Braga @ 15:38   0 comments
18 de Dez de 2009
Conversas com Jesus.
Ainda não tinha entrado na igreja e as pessoas já ouviam a mulher clamar: “Eu falei com Jesus! Eu conversei com Jesus!”. Quando ela chegou, nos corredores, as pessoas ajuntavam-se com grande curiosidade à sua volta. Quase que se atropelavam uns aos outros para ouvirem os relatos do diálogo entre a mulher e Deus. Um pouco à imagem de um pastor a pregar para a sua congregação, a mulher falava enquanto os irmãos e irmãs em fé calavam-se para ouvirem com ouvidos de ouvir. A mulher explicava o acontecimento com grande entusiasmo e alegria, gesticulando exageradamente por vezes, tropeçando em certas palavras por querer verbalizar tudo ao mesmo tempo:
“Foi durante esta noite! No meio de um sonho, Jesus apareceu, chamou-me pelo nome e convidou-me para eu me sentar a uma mesa reservada só para mim. Estava um banquete à minha espera. Ele sorriu, serviu-me, e de seguida começou a conversar comigo. Perguntou-me se estava bem e se eu queria a sua ajuda em qualquer área da minha vida. Eu respondi que outras pessoas à minha volta precisavam de mais ajuda do que eu, e ficamos horas a falar sobre como poderíamos ajudar essas pessoas…”
Entretanto, chagando um pouco mais tarde, o pastor entrou na igreja e começou a questionar logo algumas pessoas sobre o que acontecia nos corredores. Ao ouvir que a mulher teria tido encontros com Jesus em sonhos, interrompeu o evento para chamar a atenção de todos, explicando que o culto já deveria ter começado e que nada deveria retardar a manhã. Obviamente, o pastor não expôs a sua incredulidade para com o testemunho da mulher à frente de toda a gente, mas pensou logo para si mesmo: “Mais uma maluca que fala com Jesus!”.
O culto dessa manhã correu normalmente e ao terminar, o pastor soube que alguns irmãos tinham decidido passar o resto do dia com a mulher para ouvirem a conversa “divina” pormenorizada. Ao saber isto, ele não ficou satisfeito, mas teve esperança de que com o passar do tempo, mais cedo ou mais tarde, este acontecimento cairia no esquecimento sem ter algum tipo de repercussão.

A semana seguinte, ao entrar na igreja, o pastor encontrou novamente a congregação à volta da mesma mulher nos corredores. Segundo o que percebeu, Jesus falou novamente com ela em duas ocasiões diferentes durante a semana, sempre usando sonhos como forma de “comunicação”. Desta vez, para não interromper novamente o testemunho de forma bruta, o pastor decidiu parar para ouvir o discurso da mulher. Depois de escutar uns minutos, começou a reflectir: “Esta situação não faz sentido nenhum! Estas conversas entre ela e Jesus são demasiadamente banais para serem verdade. Será que Jesus não tem mais nada que fazer do que conversar com ela? E porquê ela? Será que Jesus a ama mais do que eu? Jesus não tem preferências, e se Deus quisesse mesmo revelar-se a alguém, seria a mim, o pastor da igreja!”. Quando o testemunho da mulher terminou, todas as pessoas se dirigiram para dentro da capela, e o culto iniciou. Já depois do culto terminar, o pastor sentiu-se impelido para ir ter com a mulher “dos sonhos” para a testar. Ele sentia-se incomodado com toda esta situação e quis tirar as suas dúvidas ao por em prova a mulher.
- Com que então, Jesus vai ter consigo nos seus sonhos para conversar! Incrível! (disse ele)
- É verdade pastor, nem eu consigo ainda aperceber-me do que isto significa. (disse a mulher)
- Olhe, já agora, posso pedir-lhe um favor?
- Claro pastor, diga.
- Eu sei que isto vai parecer estranho, mas já que tem acesso directo a Jesus, poderia fazer-lhe uma pergunta por mim? (perguntou o pastor)
- Bem, quem sabe, se calhar Jesus não voltará a falar comigo desta maneira! Mas se vier, com certeza que pedirei algo em seu nome. (respondeu ela)
- Sabe, é que no dia anterior ao meu casamento, eu cometi um grande pecado! Pecado esse que só eu conheço. Não tive coragem de o partilhar ainda com ninguém, nem mesmo com a minha mulher. Peça a Jesus para mencionar esse pecado, para eu saber se ele já me perdoou ou não.
- Com certeza pastor, não me esquecerei.

Evidentemente, o teste do pastor consistia simplesmente em ver se a mulher inventava aquelas conversas na sua cabeça ou não. Se a resposta da mulher fosse uma mentira, então todas as suas conversas com Jesus também representariam uma falsidade. No entanto, se a mulher mencionasse o terrível pecado cometido pelo pastor, essa verdade seria a prova de que a pessoa com quem a mulher fala é mesmo o Deus omnisciente.

Na semana seguinte, ao entrar na igreja, o pastor viu a mulher a correr na sua direcção. Estava ela nos corredores à sua espera para contar a resposta de Jesus.
- Então irmã, conversou com Jesus esta semana?
- Sim pastor, e não me esqueci da sua pergunta!
- Muito bem, qual foi o pecado que Jesus mencionou, aquele que eu cometi o dia antes do meu casamento?
- Quando perguntei a Jesus qual tinha sido esse pecado, Jesus respondeu: “Já não me lembro!”
O pastor, ao ouvir esta resposta que superou tudo aquilo que ele estava à espera de ouvir, ajoelhou-se e começou a chorar. Pediu desculpa à mulher por não ter acreditado nela. Com esta resposta, o pastor teve a certeza de que a pessoa com quem a mulher falava era de facto o Deus vivo.
posted by Ruben Braga @ 20:14   0 comments
13 de Dez de 2009
Repudiadas e Divorciadas.
Depois de um debate interessante com certas pessoas, decidi meditar e fazer uma pequena pesquisa sobre o assunto:

Deuteronômio 24-1,2,3...
(1) Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa. (2) Se ela, pois, saindo da casa dele, for e se casar com outro homem, (3) e este também a desprezar e, fazendo-lhe carta de divórcio, lha der na mão, e a despedir de sua casa...

Pronto, independentemente da continuação, lemos um versículo no antigo testamento que menciona um caso em que a mulher se casa outra vez e não é condenada.

No antigo tenstamento, como todos sabemos, o homem tinha mais direitos que a mulher. Nem sempre o divórcio existiu. No original, encontramos no hebraico a palavra "shalach" (que quer dizer repudiar) e a palavra "keriythuwth" (que quer dizer divorciar). Quando o divórcio não existia, o homem repudiava a mulher e casava-se com outra enquanto a mulher repudiada não podia voltar a casar. A mulher repudiada ficava numa situação complicada - não podia viver com o marido que não a queria - não podia encontrar outro homem porque ainda estava casada - não podia suster-se porque as mulheres dependiam do homem para viver. Com esta perspectiva, compreendemos que o divórcio veio ajudar, de uma certa maneira (numa situação bem específica), a situação da mulher. No tempo de Jesus, muitos homens ainda repudiavam a sua mulher por maldade, depois de discussões, sem dar a carta de divórcio. Mas percebemos, como no caso do versículo citado em cima, que a mulher divorciada pode voltar a casar-se.

Mateus 5-31,32.
(31) Também foi dito: Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. (32) Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem casar com a repudiada, comete adultério.

Jesus usa a palavra "shalach". Mesmo odiando o divórcio, Jesus "incentiva" (de uma maneira indirecta) a haver divórcio, mostrando ao homem o lado negativo de deixar a sua mulher repudiada. A questão, obviamente, não é concluir que divórcio é melhor do que repudiar. Os dois são maus, e o homem não deveria, depois de casar, fazer nem um nem outro.
posted by Ruben Braga @ 23:57   2 comments
10 de Dez de 2009
O Poder do Natal.
Com motivos concretos ainda por definir, a primeira guerra mundial “arrebenta”. O império Austro-Húngaro, apoiado pelos seus aliados alemães, declara guerra à Sérvia. À espera de um apoio russo que acabou por não suceder, os alemães declaram guerra à Rússia e à França (aliada da Rússia). As tropas invadem o Luxemburgo e a Bélgica para se aproximarem da França. Ao ver a Sérvia invadida, a Inglaterra também declara guerra ao governo alemão e austro-húngaro. A Itália decide primeiramente ajudar os aliados alemães mas um ano depois, troca de campo. Uma politica de alianças é tomada e vários países da Europa tomam partidos para ajudar os aliados. Países fora da Europa também entram na “confusão”: o Brasil e os Estados Unidos decidem ajudar a Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia), impondo uma soberania militar que acabou por vencer a guerra.

As batalhas desenvolvem-se principalmente em trincheiras. Milhares de soldados de ambas partes morrem em condições horríveis. Os soldados ficam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças são inimigas quotidianas destes guerreiros. As batalhas do Marne foram as mais conhecidas da 1ª guerra pelas más razões: a primeira batalha do Marne provoca cerca de 500.000 vítimas (mortos ou feridos graves), e com a segunda batalha do Marne adicionamos mais 300.000 vítimas. Este grande número de vítimas também sucede porque pela primeira vez na história, existe uma utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Gás mortífero também é utilizado: estima-se que cerca de 90.000 soldados morrem em resultado de ataques com gás. A todos estes horrores da guerra, também não podemos evitar de falar dos milhares de soldados que são capturados pelo inimigo e que passaram anos a serem torturados.

Havia sempre um terreno livre entre as duas trincheiras inimigas. A distância entre as trincheiras variava, mas a média era de 230 metros. Um termo curioso apareceu para nomear esse terreno (termo criado pelos soldados): a terra de ninguém! E foi na “terra de ninguém”, no meio da guerra, do medo e dos terrores que a “Trégua de Natal” aconteceu. Durante o Natal de 1914, sem o consentimento dos Altos Comandos Militares, os soldados inimigos deixaram as suas armas para se reunirem e confraternizar, festejar o dia de Natal. Até houve trocas de presentes e partidas de futebol. Tudo isto entre pessoas que em ambiente de ódio e de aversão, souberam por tudo de parte para promover a paz e o amor.

Acredito que este tipo de paz, de facto, excede todo entendimento. É esta paz e este amor que todos precisam de buscar. Façam de este Natal um momento memorável e inesquecível, em que a paz e o amor possam reinar.
Feliz Natal para todos!
posted by Ruben Braga @ 13:30   0 comments
5 de Dez de 2009
Poesia, poesia, porque te amo tanto?
Dor
agarrada ao meu corpo
o dia em que chegar ao céu
sei que não haverá
Dor
opositora e professora
quando a minha será vencida
sei que a paz reinará
Dor
dificuldade em respirar
quem a conhece bem
passa por ela sem olhar
Dor
foi tudo aquilo que testemunhei
viajei pelo mundo inteiro
e Pranto sempre encontrei

(Todos nascemos inocentes
Sem saber o que é sofrer
Mas as coisas mudam cedo
Quando choramos por consolo e por sossego
Manda a tristeza dizer que a justiça não é conforme
E enquanto o homem dorme
A dor destrói e consome)
.
Mas voltando à minha viajem
Deixem-me discursar
Confrontei tanta dor
Tenho tanto para contar
O mais importante: as pessoas por quem passei
Minha viagem pelo mundo
Nunca me esquecerei:
.
Encontrei-a vagueando
A grande dor da rejeição
Fragilizada por desespero
E cheia de incompreensão
“Eu ajudo! Não te vás embora!”
Disse eu ao levantá-la
“Porque a pessoa que te ama mais
nunca te lançará fora”
.
Continuando a minha viagem
Deparei-me com a dor física
Dizem que é a menos importante
Mas é aquela que limita
Sorri ironicamente
Veio ter comigo
Não lhe disse nada
Mas pensei para mim próprio:
"Quando Deus chegar, estás tramada!"
.
Encontrei no meu caminho
A dor da opressão
Não me deixei abater
Com ajuda de Deus
Tomei a decisão de tentar a desafiar
Porque vencendo esta dor
Sei que vou voar
.
Passei também
Com muito desgosto
Pela dor da vítima
Dei-lhe toda a minha atenção
Sua aflição era nítida
Mais nada podia fazer senão orar e a abraçar
E sem o saber
Era assim que estava a curar
.
A dor mais insuportável foi a da separação
É a dor que não te larga
Dá vontade de se atirar ao chão
Mas é aquela que de antemão
Sabemos se fica ou não
Consequentemente, se ficar
Habituamo-nos e damos-lhe a mão
.
A dor persistente que vinha sempre ter comigo
Chamava-se "Desmotivação"
Perguntava-me:
"Porque viajas tanto? Porque andas sem razão?"
Foi difícil dar a volta a todos os seus argumentos
Mas concluí que por paixão
Faço tudo sem desalentos
.
Um dia encontrei a dor do sufoco
A perda de algo insubstituível
De um amigo por exemplo
Ela deixa-te com o tempo
Com uma ferida eterna
Mas ensina-te a valorizar o precioso
O tesouro da tua vida
.
Entretanto
A dor egoísta
A mais activa da minha lista
Aquela que me conhece bem
Conhece-me de vista
Relembrava-me sempre:
"É em mim onde devem recair todos os mimos"
Sei que não posso estar com ela
Mas acabo sempre por lhe dar ouvidos
.
Em vales perigosos onde a luz do sol não brilha
Falei com a dor temida de quem perde a esperança
A discussão foi tão pesada
Sua tristeza era tão forte
Tenho medo que se não mudar
O final dela será a morte
.
Veio a correr
Não sei bem por onde
A dor do perdido
Foi estranho
Disse-me que eu só conhecia o caminho
Orei então a Deus para revelar o seu destino
E como Deus respondeu à primeira
Fugiu com um ar vivo
.
Escondida atrás do seu coração
Chorava a dor da solidão
Passa muito despercebida
Por falta de observação
Se a visse e a desprezasse
Deus se indignaria
Para este problema
Uma solução
chamada “Comunhão”
.
Após cada paragem da minha viagem
Aparecia a dor do erro
Aquela que culpabiliza
Alegremente aponta o dedo
Aquela que afirma que de outro modo seria exacto
A ela só respondo:
"Passado é passado!"
.
(Na verdade, na verdade
Esta viagem ainda não acabou
Continuo a aprender
A fortalecer quem eu sou
Certamente
Uma destas dores voltarei a encontrar
Sem falar de todas as outras
Com quem ainda vou falar)
posted by Ruben Braga @ 19:25   0 comments
4 de Dez de 2009
Interesting thought about "Consciousness".
Let me propose a thought experiment:
Imagine, if you will, that there's a certain clump of nerve cells in the brain that's essential for conscious awareness. Now suppose that a certain drug suppresses neural activity in just this nucleus, with no effect on the rest of the brain. Subjects who take this drug do things as usual, but they experience nothing. The drug converts them into sleepwalkers. Finally, imagine that I've developed a new form of this drug, which has permanent effects. It abolishes consciousness forever, with no effect on behavior. I want to test it on you. How much will you charge to take it?

I think the question answers itself. Spending your life as a sleepwalker is equivalent to being dead, and so you will charge me whatever price you would charge to commit suicide.
posted by Ruben Braga @ 13:44   0 comments
18 de Nov de 2009
Uma característica única de Deus.
...reparem também que Abraão nunca conheceu o nome de Deus (Êxodo 6-3). A voz divina que vinha falar com ele nunca se apresentava. A primeira vez que o deus de Abraão se apresentou a alguém aconteceu centenas de anos depois, quando disse a Moisés que ele era o “EU SOU” (YHVH). Até esse dia, o deus de Abraão era conhecido por títulos dados pelo homem. Muitos ligados ao nome “EL”, como “ELOHIM”, que acaba por ser uma palavra (masculina plural) que era usada para se referir a príncipes, juízes, outros deuses e entidades poderosas. Quando Abraão respondia ao seu deus, também usava a palavra “ADONAI”, plural de “ADON”, que quer dizer Senhor/Mestre ou Pai. Portanto, os títulos iniciais que foram utilizados pelo homem para mencionar o deus de Abraão eram tudo menos inéditos. Antes de Deus se ter apresentado a Moisés, ele era descrito com títulos já existentes, só para as pessoas poderem referir-se a ele – da mesma maneira que hoje, o título “Deus” pode ser usado para outros deuses - Estranho! Poderia o homem ter inventado um deus sem nome, sem identidade? Mais uma vez, encontramos uma característica única por parte deste deus que só um doido ousaria inventar! Porquê inventar um deus sem nome? Não faz sentido! De facto, não faria sentido um homem inventar isto...
posted by Ruben Braga @ 12:24   1 comments
1 de Nov de 2009
Semi-Regresso!
Olá pessoal.

Não, eu não voltei para continuar a trazer questões e debater respostas. Em relação a isso, terminei. Voltei porque gostava de partilhar alguns excertos dos novos trabalhos que comecei a escrever. Os trabalhos, no entanto, não estão a avancar como eu esperava. O ritmo está lento devido ao escasso tempo disponível. Mas para o blog não comecar a ganhar pó, aqui vão uns trabalhinhos meus. Dá para entreter um pouco:

"...mas a língua é um produto universal e social (contrariamente à fala). Até os animais que vivem em sociedade, não tendo consciência, comunicam através de um sistema de interacção. Através de um som, referem-se a um conteúdo. Daí Saussure distinguir a língua da fala. A fala acaba por ser uma competência individual sujeita a factores não-linguísticos. A fala rompe o sistema da língua, tendo por exemplo, funções metalinguísticas: a análise do próprio código. O homem pode descobrir o código (a língua) dos golfinhos ou dos macacos e comunicar com eles imitando os sons do código linguístico em questão. Mas poderá o homem, através dos sons desses sistemas, ter uma conversa sobre os próprios sons: explicar aos golfinhos o que é morfologia, sintaxe, semântica, fonologia… Isso não é possível porque o golfinho não fala. A fala também tem funções poéticas. Refiro-me com isto ao prazer da fala ou do texto. Será que o macaco sente prazer em comunicar? Isso não é possível porque o macaco não fala. A poesia não é resultado de uma língua, mas fruto de uma consciência. O macaco nunca dará dois sentidos a uma palavra: um literal e outro figurado. Sem fala, não existe pluralidade de sentidos. O macaco também nunca saberá o que é uma metáfora, uma alegoria ou uma personificação. Isto porque as figuras de estilo, que provêm da função poética, são fruto da consciência. Existe também, ligada à fala, a função referencial: a informação. Temos de saber tudo sobre tudo. Porquê? Apenas o homem tem esse tipo de preocupações e funções. Muito bem, com tudo isto dito, devem estar todos a pensar: para onde é que vamos? A conclusão à qual eu quero chegar é simples..."
posted by Ruben Braga @ 00:57   0 comments
1 de Set de 2009
Fim do blog!

Caros seguidores (muito poucos mas muito bons),
este blog vai deixar de ter artigos a partir de hoje. Mas vai mesmo! Tenho no meu coração outros projectos para escrever; projectos, esses, que vão precisar de toda a minha atenção. Por isso, “something has to give”.

Não parem de amar Deus de todo o vosso entendimento. Nunca. Abraços para todos.
posted by Ruben Braga @ 10:35   3 comments
Porque é que Deus existe?
Esta pergunta filosófica foi a mais complicada e delicada que já me passou pela cabeça, apesar de parecer absurda à primeira vista. Descobri que o entendimento tem limites, que a própria noção da existência não cabe na mente de ninguém.
posted by Ruben Braga @ 10:00   3 comments
Abraão era judeu?
Não, Abraão não era judeu. Mas era semita e hebreu.
Temos de ler a parte “aborrecida” da bíblia (as genealogias) para compreender a origem de todos os termos.

- O termo “Semita” vem do filho de Noé: Sem. Todos os descendentes de Sem são “Semitas”.

- Um dos descendentes (bisneto) de Sem foi Eber (em Hebraico: Heber). Todos os descendentes de Eber são “Hebreus”. Em Números 24-24, ficamos a saber que o nome Eber também foi usado para nomear uma terra (a terra de Eber).

- Abraão era descendente de Eber. Portanto, ele era “Semita” e “Hebreu”, mas ainda não era “Israelita” nem “Judeu” (porque esses termos ainda não existiam).

- Jacó (neto de Abraão) foi designado Israel por Deus (Gênesis 32-28). Portanto, todos os descendentes de Jacó começaram a ser chamados “Israelitas”.

- Jacó, a seguir, teve um filho (entre 12) chamado Judá. Todos os descendentes de Judá são “Judeus”. Da mesma maneira que os descendentes de Levi são “Levitas”, os descendentes de Ruben são “Rubenitas”…

Para perceber melhor a bíblia em certos aspectos, é preciso entender que todos os judeus eram israelitas, mas nem todos os israelitas eram judeus. Da mesma maneira que todos os lisboetas são portugueses, mas nem todos os portugueses são lisboetas. Isto é o historicamente correcto:
Sabemos que Israel, mais tarde, dividiu-se no Reino do norte (10 tribos) e no Reino do sul (Judá e Benjamim). O Reino do sul foi o que perseverou mais tempo, mas também não resistiu ao inimigo e foi levado 70 anos em cativeiro. Em Esdras 2, temos a lista de pessoas que voltaram para reconstruir Jerusalém e o templo em Judá. Daí o termo “Judeu” ter permanecido até hoje. Todos voltaram para Judá. Isso não quer dizer que membros de outras tribos não possam ter acompanhado os judeus nessa altura, mas a subsistência do termo “judeu” é significativo, porque isso cumpre a profecia que Jacó indicou a Judá em Gênesis 49-8:

“Judá, a ti te louvarão teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos: diante de ti se prostrarão os filhos de teu pai.
Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o despertará?
O ceptro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence; e a ele obedecerão os povos.
Atando ele o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à videira selecta, lava as suas roupas em vinho e a sua vestidura em sangue de uvas.
Os olhos serão escurecidos pelo vinho, e os dentes brancos de leite.”

Esta profecia é importante em 2 aspectos:
1) A profecia afirma, metaforicamente, que apenas Judá resistirá ao ataque do inimigo, e que os seus irmãos (as outras tribos) se prostrarão a ele.
2) A profecia fala do ceptro que não se separará de Judá. Para quem não sabe, o ceptro é uma insígnia de poder soberano. E ao ceptro obedecerão todos os povos.

Obviamente, o ceptro é Jesus, descendente da tribo de Judá (Hebreus 7-14). Tudo isto é interessante, mas foge um pouco à pergunta inicial, eu sei! =P
posted by Ruben Braga @ 09:46   0 comments
É pecado duvidar?
Quero desde já salientar um ponto importante: como todos os artigos deste blog, vocês apenas lêem opiniões minhas. Não precisam, nem quero, que concordem comigo. Eu próprio, meses depois de escrever certas coisas, releio e já não concordo totalmente comigo!
Mas sobre esta questão em concreto, a base é construída sobre algo que eu não fui buscar à bíblia. Este artigo é uma convicção minha!
posted by Ruben Braga @ 09:38   1 comments
Perguntarte


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"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu entendimento..."